Gilmar Mendes diz que maior risco às eleições de 2026 “vem de dentro” do TSE
Ministro do STF citou risco de intervenção estrangeira nas eleições de 2026, mas disse que a maior ameaça “vem de dentro” do Tribunal Superior Eleitoral

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes afirmou, no sábado (19), que o principal risco à Justiça Eleitoral “vem de dentro” e sugeriu que magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atuam de forma politizada devem deixar seus cargos.
Depois de citar possível intervenção estrangeira no processo eleitoral brasileiro, Mendes escreveu no seu perfil na rede social X: “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure.”
Mendes disse ainda que o STF continuará agindo como “instância de supervisão” sobre o processo eleitoral, “intervindo sempre que necessário à preservação de seus próprios precedentes e da Constituição”. Na prática, afirmou que o Supremo vai se sobrepor ao TSE sempre que julgar necessário.

Crise com Mendonça
A declaração de Mendes ocorre dias depois de o decano do STF ter chamado o ministro André Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral” durante sessão da Corte e em publicação no X. Mendonça é vice-presidente do TSE. Ao usar o termo “pixuleco”, Mendes fez referência ao boneco inflável levado ao ato de 7 de setembro na avenida Paulista.
Mendes também retirou o sigilo do relatório que mostrava conversas do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, às vésperas do feriado. Segundo o ministro, a medida foi intencional e envolveu o STF.
