Judiciário

Justiça determina que Estado de Goiás regularize quadro de profissionais em escolas de Rio Verde

Por Redação

Decisão fixa prazo de 10 dias para plano de regularização do déficit de professores e outros profissionais em unidades estaduais do município

Foto: reprodução

Uma decisão judicial determinou ao Estado de Goiás a adoção de providências imediatas para regularizar o quadro de professoras, professores e demais profissionais em escolas estaduais de Rio Verde. A decisão concedeu parcialmente um pedido de tutela provisória de urgência formulado em ação civil pública e o Estado já sinalizou que vai cumprir a determinação.

Segundo a decisão, o Estado tem dez dias para apresentar um plano de regularização do déficit de profissionais nas unidades vinculadas à Coordenação Regional de Educação de Rio Verde. Também deve adotar, de forma imediata, as medidas necessárias para garantir a continuidade das aulas e dos serviços indispensáveis ao funcionamento das escolas, com prazo de cinco dias para comunicar ao Juízo as providências tomadas.

O que determina a decisão

Além do plano de regularização, a decisão exige que o Estado informe, especificamente sobre o Colégio Estadual Eugênio Jardim, se houve o retorno da profissional responsável pelas disciplinas de Matemática e Estudo Orientado de Matemática e a retomada regular das aulas. Caso a situação não tenha sido resolvida, o Estado deve adotar providências para assegurar a oferta das disciplinas.

A decisão aponta que a manutenção da insuficiência de profissionais, sobretudo de professoras e professores, repercute na continuidade e na regularidade das atividades escolares, por se tratar de serviço prestado diariamente a crianças e adolescentes. O texto também rejeita o argumento apresentado pelo Estado de que o período eleitoral restringiria novas contratações, apontando que a legislação eleitoral não constitui impedimento absoluto à regularização do quadro, diante da possibilidade de contratação emergencial para serviços essenciais prevista em lei estadual.

Origem do caso

A situação começou a ser apurada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) após relato de um pai sobre a ausência de professora responsável pelas disciplinas de Matemática no Colégio Estadual Eugênio Jardim, quadro que perdurava desde 1º de junho. A apuração da 8ª Promotoria de Justiça de Rio Verde identificou ainda déficit de professoras e professores no Colégio Estadual de Período Integral Maria Ribeiro Carneiro, unidade com 90 aulas semanais sem docente responsável.

Dados requisitados pelo MPGO à Coordenação Regional de Educação de Rio Verde apontaram déficit de oito professoras e professores, além de coordenadoras, auxiliares, laboratorista, profissionais de apoio, merendeiras, vigia e auxiliares de serviços gerais em diversas unidades do município. A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) reconheceu a carência, atribuindo-a a licenças médicas, licenças-prêmio, licenças-maternidade, rescisões contratuais e desligamentos.