Crise Master

Fachin dá 15 dias para PGR se manifestar sobre indiciamento de Vorcaro por fraudes no BRB

Por Redação

Polícia Federal indiciou o ex-banqueiro e mais 14 investigados e estima prejuízo de R$ 2,7 bilhões ao banco público do DF. Defesa nega irregularidades e diz que nenhuma perícia oficial apurou perdas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 15 dias para a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar sobre o relatório em que a Polícia Federal (PF) indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por fraudes financeiras no Banco de Brasília (BRB). Fachin é o relator do caso Master no STF.

No mesmo prazo, a PGR deverá se posicionar sobre o pedido da PF para prorrogar a investigação por mais 60 dias.

O indiciamento é a conclusão da polícia de que há indícios de que os investigados cometeram crimes. Cabe à PGR decidir se apresenta denúncia ao STF, se pede novas diligências ou se arquiva o caso.

Prejuízo de R$ 2,7 bilhões

A PF concluiu, no fim de outubro, o relatório parcial da primeira fase da Operação Compliance Zero. Segundo os investigadores, o prejuízo já apurado ao BRB é de cerca de R$ 2,7 bilhões.

De acordo com a PF, parte das perdas foi causada por carteiras de créditos inexistentes, registradas em nome da Tirreno, apontada como empresa de fachada operada pelo Banco Master, que fez transações com o BRB.

Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, está preso desde março, na Papudinha, no Distrito Federal.

O que diz a defesa

A defesa do ex-banqueiro criticou o indiciamento. Segundo os advogados, a PF “se limita a repetir a mesma narrativa” e não avançou nas investigações.

“O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo”, afirmou a defesa.