Advocacia

Justiça condena homem a mais de 17 anos por violência doméstica que deixou adolescente com deformidade permanente

Por Redação

Júri reconheceu que o crime foi motivado por razões de gênero e ocorreu em contexto de violência doméstica

Foto: reprodução

O Tribunal do Júri da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida de Goiânia condenou um homem a 17 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado por tentar matar a companheira e provocar lesões corporais gravíssimas no filho dela durante o mesmo episódio. A pena foi aplicada pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, que presidiu a sessão. O réu não poderá recorrer da condenação em liberdade.

Os jurados acataram a tese de que o crime se qualifica como feminicídio, por ter sido praticado contra mulher, por razões de gênero, em contexto de violência doméstica. As agressões contra o adolescente resultaram na perda da visão do olho direito e em deformidade permanente.

Como aconteceu

O crime ocorreu em 30 de julho de 2025, por volta das 22h, no Jardim Novo Mundo. Como era aniversário do réu, o casal saiu de casa para comemorar, ocasião em que ele consumiu drogas e passou a ofender verbalmente a companheira com xingamentos, sem motivo aparente. A vítima relevou o episódio e os dois voltaram para casa, onde moravam junto com o filho dela.

Assim que chegaram à residência, o homem iniciou nova discussão, afirmando que a companheira teria “dado moral” a um vendedor de espetinho, e partiu para a agressão com golpes de faca, tapas, murros e mordidas contra a vítima. Ela começou a gritar por socorro, momento em que o filho, que estava em casa, correu para defendê-la e acabou atingido por uma facada direcionada à mãe que, por erro de execução, o alcançou, provocando as lesões permanentes. Ao perceber o estado do adolescente, o réu fugiu do local, mas foi preso pouco depois, ainda com a faca usada nos crimes.